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Tela excluidora de melgueira com moldura - MA1

Marca: MA1
Ref: 211
Garantia: 1 ano após o recebimento do produto
Disponibilidade: Imediata
Itens inclusos: 01 tela excluidora

A tela excluidora é um equipamento utilizado na apicultura para restringir a abelha rainha à área de ninho da colmeia, permitindo a passagem apenas das abelhas operárias às melgueiras, que possuem menor tamanho.

Características:

- Nossas telas são fabricadas com arames em aço galvanizado roliço de 2,77 mm de espessura embutidas em moldura de madeira.

- Possui espaço abelha que deve ser colocado sempre para cima entre o ninho e a melgueira

- Possui moldura em madeira de pinus seca em estufa para evitar que empene

- A moldura recebe pintura com material ecológico que aumenta sua vida útil

Seu uso é controverso: para alguns é essencial, para outros só atrapalha...

O que se pode dizer é que em floradas em situações de baixo fluxo de néctar, apicultura fixa em mata por exemplo, a tela excluidora foi eficiente na maior separação do mel das crias, resultando em maior quantidade de mel disponível para extração pelo apicultor. Por outro lado, quando ocorreu fluxo alto de néctar, geralmente em apicultura migratória, do tipo laranja ou eucalipto, a tela excluidora não foi eficiente, pois as abelhas rapidamente preencheram com mel os favos disponíveis no ninho inferior, misturando com a cria e dificultando a sua extração, oferecendo menor rendimento para o apicultor.

Um estudo sobre a longevidade das abelhas nestas situações mostrou que, de maneira geral, o resultado é afetado pela presença da tela excluidora. Em dois de três testes realizados, observou-se redução da longevidade das operárias nas colônias com tela excluidora (média de 45%) com relação às sem tela.

Leia este relato do saudoso apicultor João Sobenko, publicado na Revista Mensagem Doce, sobre sua experiência com o uso da tela excluidora:

Não há dúvida que a tela excluidora nas colméias é muito útil e até bastante recomendável, pois ela impede a rainha de subir às melgueiras para fazer aí a sua postura.Existem estatísticas evidenciando que a produção de mel é maior nas colméias com tela excluidora do que sem ela. Eu aqui tenho as minhas dúvidas, acho que é apenas propaganda comercial para vender mais esse produto.

No início da minha apicultura, e após ter feito dois cursos, um na APACAME e o outro na CBA utilizei telas excluidoras nas oito primeiras colméias que eu possuía, pois a utilização delas foi recomendada nos dois cursos.

Como eu estava empregado, só podia ver as minhas abelhas nos finais de semana. Nestas visitas eu só observava o movimento das abelhas no alvado, sem abrir as caixas. Comecei a verificar que as três melhores colméias estavam diminuindo o seu movimento. Pensei que as três tinham enxameado, já que estavam bem fortes, e por isso as abelhas diminuíram. Esperei mais dois fins de semana, notei que as abelhas tinham parado de sair, e a colméia exalava um cheiro azedo. Abri então a caixa e verifiquei que a tela excluidora estava forrada de zangões mortos, pois estes não podendo atravessar a tela, enfiavam a cabeça no vão, e aí morriam, fechando completamente a tela. As abelhas que estavam nas duas melgueiras não podendo atravessar a tela, morreram todas como também a rainha. Abri as duas outras caixas onde as abelhas tinham parado de sair, e a situação era a mesma. O tipo das minhas telas excluidoras eram de arame redondo, faixas com 4,5cm de largura com 7 vãos, intercalados com taboínhas da mesma largura. A rainha deve ter encontrado uma fresta maior, pela qual subiu à melgueira e ali fez a sua postura. Como nos favos da melgueira os alvéolos são maiores, as crias na maior parte são de zangões.

A rainha acha uma fresta para subir, mas não sabe voltar. Logo que a rainha subiu, as abelhas que estavam no ninho, tinham condições de fazer outra rainha, já que elas tinham crias de 1 ou 2 dias, mas não o fizeram porque a rainha estava na colméias. Mas quando a rainha morreu não havia mais condição de fazer outra.

Após o acontecido, tirei as telas excluidoras de todas as colméias e até hoje não mais as uso, mesmo sabendo que as novas telas são a qualquer prova, inteiramente metálica, excluindo completamente a possibilidade da rainha subir à melgueira.

Quem não conhece o provérbio: “Gato escaldado tem medo da água fria”?

Notei que as rainhas só sobem em colméias bem fortes, nunca encontrei crias nas melgueiras em caixas fracas.

Estou atualmente com umas 40 colméias, em várias delas encontro crias nas melgueiras. Eu até vejo uma vantagem nisso, tendo-se em vista que a rainha tem mais campo para postura, portanto aumenta mais a população. Infelizmente cria-se muitos zangões.

 

O que fazer com as melgueiras com crias?

Se houver bom pasto, não precisa fazer nada, pois a medida que as abelhas novas saem dos alvéolos, as operárias os preenchem de mel, e a rainha não tendo onde fazer a sua postura, desce para o ninho. Por isso ao colher os caixilhos para centrifugar, haverá bons pedaços do favo, geralmente ao meio do quadro e da metade para baixo, dos dois lados, um opérculo mais claro, e as vezes mel ainda em aberto, sinal de que não há muito tempo que as abelhas ou crias saíram dos alvéolos.

 

E se o pasto não for muito bom?

Costumo fazer o seguinte: Nas verificações se há bastante mel para extrair, notando que nos quadros do meio da primeira melgueira estão as crias, jogo bastante fumaça, obrigando todas as abelhas e a rainha descerem para o ninho, após o que tiro os favos do centro com crias e os troco com os laterais com mel. Temos então a mesma melgueira com favos de mel no centro e as crias nas laterais, inibindo assim a rainha a subir à melgueira já que ela costuma fazer a sua postura nos quadros do centro. A medida que as crias nas laterais vão deixando os alvéolos, as operárias os preenchem com mel.

É muito raro a rainha subir na segunda melgueira. Mas se isso acontecer, fazer como na primeira. Pode ainda acontecer que na primeira melgueira há 5 ou 6 quadros com crias, teremos então poucos quadros com mel. Não é problema. Levam-se 2 ou 3 quadros com crias para a segunda melgueira, colocando-os também nas laterais, e descemos os quadros correspondentes com mel, para o centro da melgueira abaixo.

A apicultura não possui regras muito rígidas, por isso cada apicultor deve se adaptar às necessidades e às situações em que ele se encontra.

01 tela excluidora

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